Central de Achados e Perdidos do Metrô completa 40 anos

Por Portal do Governo do Estado / Foto: Guia dos Curiosos

Em média são recebidos seis mil itens por mês, divididos entre documentos (60%) e objetos (40%)

A Central de Achados e Perdidos do Metrô (CAP) completou segunda-feira, 15, 40 anos de prestação de serviço.  Para comemorar o aniversário deste serviço, a artista plástica Marcia Gadioli concebeu a exposição “Perdidos Achados”, em que vários objetos esquecidos foram deslocados para uma vitrine na plataforma da estação São Bento. A mostra, que fica em cartaz até o final de junho, tem o objetivo de revelar aos usuários os itens mais estranhos e divertidos que a central tem recebido nos últimos anos.

A unidade iniciou suas atividades em 1975, um ano após a inauguração da primeira linha metroviária. Naquela época, o posto de Achados e Perdidos ficava na estação São Judas da Linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi). Em fevereiro de 1981, com o início da operação da Linha 3-Vermelha (Corinthians-Itaquera/Palmeiras-Barra Funda) e o aumento no número de usuários, a CAP foi transferida para a estação Sé.

Neste período, tornou-se símbolo de confiabilidade por guardar e devolver aos usuários seus pertences esquecidos ou deixados nas estações e nos trens da Companhia. Assim que o objeto chega na CAP, os funcionários procuram por dados de identificação e, quando existentes, os donos são comunicados. Grande parte dos documentos e carteiras é devolvida dessa maneira.

Nas estações, são feitos os primeiros cadastros dos objetos e, posteriormente, o envio dos itens, que acontece por meio de malotes lacrados, para a CAP. Na Central, são abertos os malotes e os objetos são checados, registrados, guardados em sacos plásticos e armazenados para garantir a conservação de seu estado. Todas as etapas desse processo, desde a abertura dos malotes até a armazenagem, são gravadas em vídeo para garantir a máxima segurança e confiabilidade ao serviço.

Celulares e eletrônicos somente são restituídos aos donos mediante apresentação da nota fiscal. Quando são encontrados objetos sem identificação, como por exemplo um óculos, são registrados seus detalhes e, para a retirada, o dono deve ser capaz de descrever características específicas do que foi perdido.

A Central de Achados e Perdidos do Metrô recebe, em média, seis mil itens por mês; desses, 60% são documentos e 40% são objetos. Tudo que é encontrado fica armazenado por até 60 dias. Caso não seja procurado nesse período, passa por um processo de triagem, em que os documentos são devolvidos aos órgãos emissores e os objetos e valores são doados ao Fundo Social de Solidariedade.

Desde 2007, a Central de Achados e Perdidos conta com um sistema informatizado que permite a consulta de item esquecido em qualquer estação, a partir do momento de seu cadastramento. Mesmo que o usuário não encontre seu pertence, o sistema permite o registro dos dados e, assim que ele for localizado e corresponder à descrição lançada no banco de dados, a Central entra em contato com o usuário para a retirada.

O atendimento pessoal é feito na estação Sé, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, das 7h às 20h, e abrange todas as linhas, inclusive nas estações da Linha 4-Amarela. As consultas de documentos e objetos identificados também podem ser realizadas na Central de Informações do Metrô pelo telefone 0800-770 7722, todos os dias, das 5h30 às 23h30, ou ainda pelo site do Metrô.

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