Sabesp flagra furto reincidente de água em condomínio na República

Por Assessoria de Comunicação da SABESP

Após receber denúncia anônima, a Sabesp flagrou ontem (10), durante operação conjunta com a Polícia Civil, furto de água em um condomínio na Rua Dom José de Barros, na República, bairro central da cidade de São Paulo.

O condomínio é formado por três prédios residenciais e um comercial, cada um com seu respectivo hidrômetro. A fraude foi identificada no hidrômetro de um dos imóveis residenciais, que tem 120 apartamentos. A estimativa é que eram furtados no local cerca de 900 mil litros por mês, volume suficiente para abastecer aproximadamente 225 pessoas.

A conta de maio desse prédio registrou consumo de 800 mil litros, enquanto o consumo real é estimado em 1,7 mil litros mensais. O caso foi registrado no 3º DP e duas pessoas, responsáveis pelo condomínio, foram detidas para prestar esclarecimentos, com a abertura de inquérito por furto de água, crime previsto no artigo 11 do Código Penal Brasileiro, com pena de prisão de 1 a 4 anos. A Sabesp vai cobrar retroativamente os valores devidos.

O local é reincidente. Em fevereiro deste ano, a Sabesp identificou fraude no prédio comercial desse mesmo condomínio – uma galeria de grande porte que desviava cerca de 1,2 mil litros mensais, consumidos por pelo menos 90 salas.

Segundo o superintendente de Auditoria da Sabesp, Marcelo Fridori, a fraude prejudica toda a população, diante da pior seca da história da Grande São Paulo. “A denúncia é uma questão de cidadania e ela tem que ser valorizada”, afirma.  

Em 2014, a Sabesp flagrou, em ações conjuntas com a Polícia Civil, 15.578 fraudes na Região Metropolitana de São Paulo, que representam um volume de aproximadamente 2,6 bilhões de litros de água. No primeiro trimestre de 2015, houve 3.870 fraudes identificadas, que correspondem a 647,3 milhões de litros na Região Metropolitana.

Para identificar a fraude, a Sabesp trabalha com as equipes de caça-fraude, que acompanham o consumo e vistoriam os imóveis. Além disso, conta com a colaboração dos próprios moradores, que podem relatar casos suspeitos pelo 195 ou pelo Disque-Denúncia (telefone 181), cuja chamada é gratuita e não exige a identificação de quem telefona.

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